Hipotireoidismo em cães: sintomas, diagnóstico e tratamento
A rotina parecia normal até que o comportamento do seu cão começou a mudar. Ele ficou mais cansado, ganhou peso mesmo comendo igual e o pelo perdeu brilho de um dia para o outro. Embora muitos tutores associem esses sinais apenas ao envelhecimento, a verdade é que, muitas vezes, o organismo está tentando avisar algo importante: são sinais de hipotireoidismo em cães.
Como essa é uma condição silenciosa, progressiva e bastante comum na clínica veterinária, compreender seu funcionamento é essencial para garantir um diagnóstico precoce e evitar complicações. Por isso, este guia foi desenvolvido de forma clara, completa e profundamente didática para que você entenda o que é hipotireoidismo em cães, como identificar seus primeiros sinais e quando marcar sua consulta com um endocrinologista veterinário.
Aqui na SOS Peludos contamos com especialistas preparados para acompanhar o seu pet em todas as etapas e, ao final, você poderá agendar sua consulta diretamente pelo WhatsApp da clínica, ok?
Como funciona a tireoide e por que ela é tão importante?
Antes de falarmos sobre a doença, é essencial entender o funcionamento dessa glândula. Pois sim, muitos tutores ainda se perguntam se cachorro tem tireoide, e a resposta é: sim, e ela é fundamental para a vida do animal.
A tireoide é uma glândula localizada na região do pescoço, responsável pela produção dos hormônios T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina). Esses hormônios atuam diretamente no metabolismo, na produção de energia, no funcionamento do sistema cardiovascular, na regulação da temperatura corporal, na saúde da pele e até no comportamento. Além disso, eles influenciam o crescimento, o apetite e a qualidade do sono.
Como os hormônios tireoidianos regulam praticamente todas as células do corpo, qualquer alteração em sua produção provoca um efeito dominó em vários sistemas ao mesmo tempo. Consequentemente, quando há redução desses hormônios, o organismo desacelera, gerando os sinais clássicos do hipotireoidismo.
Segundo estudos publicados no Journal of Veterinary Internal Medicine, o hipotireoidismo é uma das doenças hormonais mais comuns em cães adultos. Portanto, entender seus mecanismos é essencial para prevenir complicações.
O que é hipotireoidismo em cães e como ele se desenvolve?
O hipotireoidismo em cães é uma condição em que a glândula tireoide produz quantidades insuficientes de hormônios essenciais. Embora existam formas secundárias, a grande maioria dos casos é chamada de hipotireoidismo primário, que ocorre devido à destruição progressiva da glândula, geralmente causada por processos autoimunes ou atrofia da tireoide.
Além disso, algumas raças apresentam predisposição genética, o que aumenta a necessidade de monitoramento preventivo. Entre as mais afetadas estão:
- Golden Retriever
- Cocker Spaniel
- Labrador Retriever
- Doberman
- Boxer
- Pastor Alemão
- Poodle
Como a doença costuma atingir cães adultos de médio a grande porte, muitos tutores acreditam que os sinais são apenas consequências naturais da idade. Entretanto, quanto mais cedo ocorre a identificação, mais eficaz é o controle da condição.
Além disso, vale ressaltar que o hipotireoidismo em cães não é contagioso, não tem relação com alimentação inadequada e não é causado por banhos ou produtos de higiene. Ele é, na verdade, uma disfunção metabólica interna que exige acompanhamento especializado.
Principais sinais clínicos do hipotireoidismo em cães:
Como a tireoide regula diversos sistemas, os sinais da doença variam bastante. Contudo, alguns padrões são muito característicos. Veja os mais comuns:
Alterações dermatológicas
Como a pele é um órgão sensível a desequilíbrios hormonais, ela costuma ser a primeira a demonstrar alterações. Portanto, é comum observar:
- Queda de pelo simétrica e sem coceira
- Pelagem seca, quebradiça e sem brilho
- Pele escurecida (hiperpigmentação)
- Áreas com queda de pelo no tronco, cauda ou flancos
- Crescimento lento do pelo após a tosa
Segundo o Merck Veterinary Manual, até 80% dos cães hipotireoidéticos apresentam sinais dermatológicos.
Alterações metabólicas
Como o metabolismo diminui, o cão pode:
- Ganhar peso sem aumentar a ingestão de comida
- Ter intolerância ao frio
- Ficar mais sonolento e lento
- Apresentar fraqueza ou desânimo
Além disso, alguns cães desenvolvem bradicardia (batimentos lentos) devido à redução do estímulo hormonal no coração.
Alterações comportamentais
Como os hormônios tireoidianos influenciam neurotransmissores, alguns cães podem apresentar:
- Apatia
- Irritabilidade
- Lentidão mental
- Perda de interesse em atividades
Alterações neurológicas
Embora menos frequentes, elas podem surgir em casos avançados, como:
- Andar cambaleante
- Fraqueza muscular
- Paralisia facial
Por isso, identificar os sinais iniciais é essencial antes que o quadro se torne complexo.
Diagnóstico de hipotireoidismo em cães: como é feito na prática
Como muitos sinais se confundem com outras doenças hormonais ou dermatológicas, o diagnóstico de hipotireoidismo em cães exige precisão e exames específicos. Entretanto, a simples dosagem de T4 total não é suficiente para um diagnóstico definitivo, pois esse valor pode ser alterado por outras doenças sistêmicas, idade, medicamentos e estresse.
Exames utilizados no diagnóstico
Para garantir uma avaliação completa, o endocrinologista veterinário geralmente solicita:
- Hemograma e bioquímica completa: Isso permite descartar outras condições que afetam o metabolismo.
- T4 total e T4 livre por diálise: O T4 livre é mais confiável e menos influenciado por fatores externos.
- TSH canino (hormônio estimulante da tireoide): Valores elevados podem indicar que a tireoide está falhando.
- Perfil tireoidiano completo: Em casos específicos, uma gama de exames é analisado em conjunto para aumentar a precisão diagnóstica.
Segundo o American College of Veterinary Internal Medicine (ACVIM), o diagnóstico ideal combina sinais clínicos + histórico + exames completos. A SOS Peludos segue esse padrão para garantir precisão, já que diagnósticos equivocados podem levar a tratamentos desnecessários.
Além disso, vale reforçar que o exame deve ser interpretado por veterinários com experiência em endocrinologia, pois valores de referência podem variar conforme idade, raça, peso e presença de outras doenças.
Tratamento do hipotireoidismo em cães: como funciona e quanto tempo dura
O tratamento do hipotireoidismo em cães é seguro, eficaz e devolve qualidade de vida ao animal. Entretanto, ele exige acompanhamento vitalício, já que a glândula não volta a produzir hormônios adequadamente.
O protocolo consiste em administrar um hormônio sintético que substitui o produzido pela tireoide. Além disso, a dosagem é ajustada individualmente, considerando peso, metabolismo e resposta clínica.
Como é o acompanhamento veterinário?
Após iniciar o tratamento, novos exames são feitos entre 4 a 8 semanas para verificar se os níveis hormonais estão adequados. Entretanto, como cada organismo responde de forma diferente, alguns cães precisam de ajustes até atingir a dose ideal.
Com o tratamento correto:
- O animal volta a ter energia
- A queda de pelo diminui
- A pele melhora gradualmente
- O peso estabiliza
- O comportamento volta ao normal
Segundo estudos da Veterinary Clinics of North America, a maioria dos cães mostra melhora significativa entre 30 e 60 dias.
Riscos, complicações e importância do diagnóstico precoce
Quando o hipotireoidismo não é tratado, o metabolismo continua desacelerando, prejudicando diversos órgãos. Além disso, isso aumenta o risco de:
- Problemas cardíacos
- Infecções recorrentes de pele
- Anemia
- Crises neurológicas
Portanto, quanto mais cedo o tratamento iniciar, maiores as chances de evitar danos permanentes.
Quando procurar um endocrinologista veterinário
Como o hipotireoidismo em cães é uma doença hormonal complexa, a avaliação com um especialista é fundamental quando:
- Os sinais clínicos são compatíveis com a doença
- Os exames iniciais deram resultados inconclusivos
- O pet apresenta doenças associadas
- O tratamento não gera melhora
- Há dúvidas sobre dosagem ou evolução clínica
A SOS Peludos conta com endocrinologistas veterinários experientes e laboratório próprio, garantindo diagnóstico rápido e preciso sem que seu pet precise se deslocar para outros locais.
Embora o hipotireoidismo em cães seja uma condição crônica, seu tratamento é altamente eficaz quando acompanhado por profissionais especializados. Como cada organismo reage de forma única, observar mudanças sutis no comportamento ou na pele é essencial para identificar a doença cedo e garantir um tratamento seguro e confortável.
Se você percebeu alterações no seu cão ou quer fazer uma avaliação preventiva, basta agendar uma consulta com os especialistas da SOS Peludos pelo WhatsApp. Estamos disponíveis 24 horas para cuidar da saúde do seu melhor amigo.